Resumo:
Durante sessão do Órgão Especial do TRT da 1ª Região, o corregedor Álvaro Luiz Carvalho Moreira afirmou que um servidor investigado por desvios de recursos da Justiça do Trabalho justificava seu patrimônio incompatível com o cargo alegando ganhos elevados com apostas. As apurações indicam que o então diretor de secretaria Vidal Nobre de Azevedo utilizava o token funcional do juiz titular da 2ª Vara do Trabalho de Nova Iguaçu/RJ para emitir alvarás judiciais de forma irregular, direcionando valores a terceiros sem vínculo com os processos.
Segundo o corregedor, o padrão de vida elevado do servidor era conhecido na vara, enquanto o esquema teria operado entre 2022 e 2025, com desvio estimado em R$ 15 milhões, apurado pela Operação Apócrifo, deflagrada pela Polícia Federal. Moreira destacou a ausência de controle administrativo e apontou possível negligência do magistrado, ao permitir a cessão do token e a concentração de atribuições pelo servidor.
Diante da gravidade dos fatos e da preocupação com o ressarcimento dos valores desviados, o Órgão Especial aprovou a instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o magistrado, mantendo o afastamento cautelar até a conclusão do procedimento. O sigilo do processo foi levantado na sessão. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão e os investigados podem responder por peculato e inserção de dados falsos em sistemas de informação.



