Resumo:
O TRT de Goiás (TRT-18) implementou um novo modelo organizacional para o sistema de cálculos judiciais, visando aumentar a eficiência e padronizar procedimentos na fase de liquidação. A principal mudança transfere para as partes e seus advogados a responsabilidade pela apresentação inicial dos cálculos trabalhistas, conforme previsto na CLT (art. 879, §1º-B).
Com esta reformulação, os calculistas do Tribunal deixam de ter como atividade principal a elaboração direta de planilhas. A sua nova função será atuar como apoio técnico especializado ao magistrado em incidentes de execução complexos, na elaboração de sentenças líquidas e como agentes de capacitação sobre o sistema PJe-Calc para as unidades judiciárias.
O projeto prevê uma distribuição estratégica da força de trabalho:
- 15 calculistas permanecerão num setor centralizado para atender varas com menor volume processual (geralmente abaixo de 700 processos/ano).
- 40 calculistas serão distribuídos diretamente para as Varas do Trabalho com maior movimento, oferecendo suporte imediato aos juízes.
A iniciativa, nascida no Laboratório de Inovação (Liods) do tribunal, estimula a adoção de sentenças líquidas (aquelas que já trazem o valor da condenação definido), especialmente no rito sumaríssimo. O objetivo final é conferir maior celeridade à execução trabalhista e modernizar a gestão judiciária, garantindo que os peritos do tribunal se foquem em questões técnicas de alta complexidade em vez de tarefas repetitivas que podem ser absorvidas pelas partes.



